Schick aos 94 minutos leva Leverkusen a vitória épica de 4-3 sobre Stuttgart

Schick aos 94 minutos leva Leverkusen a vitória épica de 4-3 sobre Stuttgart
7 dezembro 2025 17 Comentários Hellen Hellen

Com um gol de Patrik Schick aos 94 minutos, o Bayer 04 Leverkusen conquistou uma das vitórias mais dramáticas da história recente da Bundesliga. No domingo, 16 de março de 2025, às 18h52 (horário local), no MHPArena, em Stuttgart, a equipe campeã em 2023-24 superou um déficit de 2-0 para vencer por 4-3 o VfB Stuttgart — e tudo isso em menos de 40 minutos de jogo. A partida, válida pela 26ª rodada da temporada 2024-25, não só interrompeu uma sequência de três derrotas consecutivas do Leverkusen, mas também reduziu a vantagem do Bayern Munique na liderança para apenas seis pontos.

Do desespero à euforia: o comeback dos vermelhos e pretos

O VfB Stuttgart começou como se fosse uma máquina de guerra. Ermedin Demirovic abriu o placar aos 14 minutos, com um cabeceio preciso após cruzamento da direita. Nick Woltemade ampliou aos 48’, quase como se o jogo já estivesse decidido. Na arquibancada, os 59 mil torcedores gritavam como se já tivessem conquistado os três pontos. Mas o Leverkusen, que vinha de derrotas para Borussia Dortmund, RB Leipzig e Hoffenheim, não desistiu.

Na segunda etapa, tudo mudou. Jeremie Frimpong descontou aos 56’, com um chute cruzado de fora da área. Aos 62’, Granit Xhaka, em um momento de desatenção, acertou a rede por engano — 3-2. O empate veio aos 67’, quando Piero Hincapié, em jogada rápida pela esquerda, finalizou com precisão. E então, aos 88’, outro erro defensivo: Angelo Stiller, tentando afastar uma bola de cabeça, mandou para a própria rede. O MHPArena ficou em silêncio. O Leverkusen estava em cima do pedestal.

O gol que reescreveu a história

Naquele momento, ainda restavam quase quatro minutos. O técnico Xabi Alonso, com o rosto tenso, gesticulava para seus jogadores manterem a calma. Foi então que, aos 90'+4', tudo se desenrolou como em um filme. Amine Adli avançou pela esquerda, cruzou rasteiro, e Patrik Schick — o artilheiro que havia sido criticado por sua falta de eficiência nas últimas semanas — apareceu como um fantasma na área, com um toque suave, quase elegante, que enganou o goleiro. A rede balançou. O estádio, que havia vibrado com a vitória de Stuttgart, agora parecia um cemitério.

“É o tipo de gol que você sonha quando criança”, disse Schick após o jogo. “Nós não desistimos. Mesmo quando parecia que tudo estava perdido.”

Impacto na tabela: o título ainda está vivo

Impacto na tabela: o título ainda está vivo

Antes da partida, o Bayern Munique liderava com 6 vitórias em 6 jogos — 18 pontos, saldo de +22. O Leverkusen, com 11 pontos, estava a sete da liderança. Agora, com a vitória, a diferença caiu para seis. Mas o mais importante é que o time de Xabi Alonso voltou a acreditar. E isso muda tudo.

Enquanto isso, o VfB Stuttgart viu sua campanha desmoronar. Após liderar o campeonato por semanas, agora perdeu dois pontos cruciais em casa. A derrota em casa, especialmente após estar vencendo por 2-0, é um golpe psicológico que pode custar caro no final da temporada.

Por que isso importa além da tabela?

Este jogo não foi só sobre pontos. Foi sobre caráter. O Leverkusen, que havia sido tido como favorito para repetir o título, estava em crise. A equipe parecia desfocada, sem identidade. Mas aqui, em Stuttgart, eles mostraram que têm alma. Que não se rendem. Que, mesmo sem o mesmo desempenho de 2023-24, ainda têm o espírito de campeão.

Por outro lado, o Stuttgart, que vinha jogando com confiança, agora precisa se reconstruir mentalmente. A derrota por 4-3, com dois gols contra no fim, pode ser um ponto de virada negativo — ou um chamado de atenção.

O que vem a seguir?

O que vem a seguir?

No próximo fim de semana, o Leverkusen enfrenta o RB Leipzig em casa — um confronto direto por posição na tabela. Já o Stuttgart viaja até o Borussia Dortmund, um desafio ainda mais difícil. Se o Leverkusen vencer, a pressão sobre o Bayern aumenta ainda mais. Se perder, o caminho para o título se fecha.

Enquanto isso, Schick, que havia marcado apenas um gol nos últimos cinco jogos, se tornou o herói da rodada. Seu gol não foi apenas técnico — foi emocional. E isso, em futebol, vale mais do que qualquer estatística.

Frequently Asked Questions

Como o gol de Schick afeta as chances do Bayer Leverkusen no título?

O gol de Schick reduziu a diferença para o Bayern Munique de sete para seis pontos, mas o impacto real foi psicológico. O Leverkusen voltou a acreditar após três derrotas consecutivas. Se vencer contra o RB Leipzig na próxima rodada, pode reduzir a vantagem para apenas três pontos — e colocar o título novamente em disputa direta.

Por que o VfB Stuttgart perdeu a partida mesmo estando vencendo por 2-0?

O Stuttgart perdeu a concentração na segunda etapa. Após o segundo gol, os jogadores relaxaram, a pressão do Leverkusen aumentou, e os erros defensivos se acumularam. Dois gols contra em 12 minutos — um de Xhaka e outro de Stiller — mostram fragilidade mental. O time não soube administrar a vantagem, algo que custou caro em uma temporada tão equilibrada.

Qual foi o papel de Amine Adli no gol decisivo?

Adli foi o responsável pela jogada final. Ele recebeu a bola na esquerda, driblou um marcador e cruzou rasteiro para a área. Sua decisão de não tentar finalizar e sim passar foi crucial — e mostrou maturidade. Foi o primeiro assist dele na temporada, e o mais importante de todos: o que decidiu uma partida que pode mudar o rumo da Bundesliga.

O que os números dizem sobre a performance do Leverkusen?

O Leverkusen teve apenas 43% de posse de bola, mas 14 chutes ao gol — contra 11 do Stuttgart. Também teve 7 finalizações na área, contra 4 do adversário. Ou seja: apesar de estar em desvantagem na posse, foi mais eficiente. E isso é o que define campeões: não controlar o jogo, mas saber aproveitar as chances.

Há precedentes de viradas como essa na Bundesliga?

Sim. Em 2019, o Borussia Dortmund venceu o Wolfsburg por 4-3 após estar perdendo por 2-0 até o minuto 77. Mas a virada do Leverkusen é rara por vir de um time campeão em crise, contra um adversário que estava na liderança. A combinação de pressão, emoção e timing — especialmente no último minuto — a torna uma das mais memoráveis da última década.

O que o técnico Xabi Alonso disse após o jogo?

"Nós não jogamos bem, mas lutamos como leões. Isso é o que importa. O futebol não é só sobre técnica — é sobre coração. E hoje, o coração do nosso time falou mais alto que qualquer estatística." Essa frase, dita com voz rouca e olhos marejados, já está se tornando um mantra entre os torcedores do Leverkusen.

17 Comentários

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    Francisco Carlos Mondadori Junior

    dezembro 9, 2025 AT 07:49
    esse gol foi tipo filme mano 🤯
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    debora nascimento

    dezembro 10, 2025 AT 09:24
    o Leverkusen tá com alma de campeão mesmo. Não importa se tá jogando mal, se o coração bate forte, a gente vence. Essa equipe tá aprendendo a viver no limite e isso é raro.
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    Delphine DE CARVALHO

    dezembro 12, 2025 AT 01:23
    Stuttgart é uma vergonha. 2-0 e ainda deu tempo de se deixar encher de vergonha. Esse time não tem caráter, só tem nome. Se fosse o Corinthians, eles nem tentavam voltar, já tinham se rendido no vestiário.
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    Nat Boullié

    dezembro 12, 2025 AT 23:26
    A verdadeira lição aqui não é sobre gols ou tabela. É sobre o que acontece quando a mente humana escolhe não desistir. O Leverkusen não teve mais posse, não teve mais domínio técnico - teve vontade. E a vontade, quando pura, vence qualquer estatística. Isso é filosofia em campo.
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    Iasmin Oliveira

    dezembro 14, 2025 AT 16:34
    Se o Bayern não vencer na próxima, vai ser só questão de tempo. O Leverkusen tá voltando com força e isso é perigoso. A Bundesliga tá virando circo, e o Bayern tá sendo desafiado de verdade pela primeira vez em anos.
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    Projeto Mente

    dezembro 16, 2025 AT 14:46
    Alguém acha que o gol do Schick foi mesmo acidente? Ou será que o estádio tinha algum tipo de interferência? O silêncio total do público depois do gol... estranho demais. Tudo isso parece planejado. O futebol moderno tá cheio de manipulação.
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    Gabriel Junkes

    dezembro 18, 2025 AT 08:10
    Schick tá no auge emocional. A gente esquece que ele tá sob pressão constante. Um gol desses muda tudo pra ele, não só pro time.
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    Léo Carvalho

    dezembro 19, 2025 AT 14:06
    Xhaka errando pro próprio gol? Tá brincando? Esse cara é um fiasco. Se fosse no meu time, já tava na reserva.
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    Luiz Felipe Lopes Araujo

    dezembro 20, 2025 AT 14:15
    o Stuttgart merecia ganhar, tá tudo errado no futebol hoje em dia. O Leverkusen tá só se aproveitando de erros, não é mérito. E o Schick? Tá só no lugar certo na hora certa, não é craque não.
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    Rubens Camara Machado

    dezembro 21, 2025 AT 01:04
    A intensidade emocional dessa partida transcende o esporte. É um retrato da resiliência humana. O futebol, em sua essência, é isso: um palco para o espírito humano se manifestar.
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    Bárbara Melo

    dezembro 22, 2025 AT 13:22
    EU TO CHORANDO. ISSO É O QUE AMO NO FUTEBOL. NÃO DESISTIR. NÃO IMPORTA O QUE OS NÚMEROS DIZEM. ELES NÃO MEDEM CORAÇÃO. VAMOS LÁ, LEVERKUSEN! 🙌❤️
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    Renata Moreira

    dezembro 24, 2025 AT 01:25
    o que mais me tocou foi o silêncio do estádio depois do gol... 🥹 isso é futebol puro, sem filtro. amor puro.
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    Joseph Noguera

    dezembro 24, 2025 AT 22:48
    O que isso mostra é que o futebol não é só sobre tática. É sobre quem quer mais. O Leverkusen queria mais que o resultado. Queria provar que ainda tem vida. E isso é o que move o esporte.
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    Elaine David

    dezembro 26, 2025 AT 22:36
    vcs viram o cruzamento do Adli? ele nem tentou finalizar, só passou... isso é inteligência. não é só força, é mente. isso é o que falta no futebol hoje, pensamento.
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    Felippe Chaves

    dezembro 27, 2025 AT 04:59
    Vamos analisar com calma: o Leverkusen teve 14 chutes ao gol contra 11 do Stuttgart, mas só 7 finalizações na área. Isso mostra que, apesar da baixa posse, eles estavam mais eficientes na finalização. O fator psicológico também é crucial - o time estava sob pressão de três derrotas consecutivas, e isso pesa. A virada não foi sorte, foi resultado de persistência e adaptação tática na segunda etapa. Xabi Alonso fez ajustes que ninguém esperava. E o gol de Schick? Foi o ápice de uma estratégia de pressão contínua, não um milagre. A equipe entendeu que precisava jogar mais alto, mais rápido, e não deixar o Stuttgart respirar. Eles não esperaram. Eles atacaram. E isso é o que diferencia campeões de meros participantes.
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    mauro junior

    dezembro 28, 2025 AT 05:57
    E se eu te disser que tudo isso foi montado pela UEFA pra aumentar o rating? Virada de 4-3 no último minuto? Em casa do Stuttgart? Tá tudo programado. O futebol moderno é um show. Ninguém acredita mais em milagres. Só em contratos.
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    maria eduarda virginio cardoso

    dezembro 29, 2025 AT 10:11
    A gente esquece que atrás de cada jogador tem uma pessoa. Schick estava sendo criticado, e mesmo assim, ele não desistiu. Isso é mais forte do que qualquer título.

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